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Fome afeta mais de 19 milhões de brasileiros

Insegurança alimentar no país foi alavancada pela crise econômica e pandemia

A pandemia da Covid-19 e a crise econômica agravaram as desigualdades sociais no Brasil, e os números assustam. Levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN) mostra que 19 milhões de brasileiros passam fome e metade da população não está se alimentando adequadamente.


Dados do inquérito "Insegurança Alimentar no Brasil no contexto da pandemia da Covid-19" apontam que a insegurança alimentar, que é a falta de acesso pleno à alimentação, afeta 55,2% dos domicílios no país. A fome, por sua vez, está presente em 9% das famílias, sendo pior em áreas rurais, quando a estatística atinge a 12% delas. De forma mais clara, do total de habitantes do país (211,7 milhões), cerca de 116,8 milhões não têm acesso a alimentos suficientes e 19 milhões passam fome. O relatório completo está disponível neste link.


O comparativo com as décadas anteriores pode ser feito a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Os números demonstram um aumento de famílias em situação de segurança alimentar entre os anos de 2004 e 2013, progresso que foi revertido entre os anos de 2013 e 2018. O cenário de crise econômica e pandemia aprofundou a queda na segurança alimentar entre 2018 e 2020. Confira a comparação dos dados no gráfico abaixo.

Fonte: Insegurança Alimentar e Covid-19 no Brasil, Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN)

O relatório ainda demonstra que o Auxílio Emergencial, criado em abril de 2020 e vigente até outubro de 2021 (com valores variáveis entre R$150 e R$600), atingiu 60% dos entrevistados nas regiões Norte e Nordeste e 50% das pessoas em outras regiões. Entretanto, o inquérito defende que este não foi suficiente para conter a fome, uma vez que os dados demonstram uma elevada proporção de insegurança alimentar moderada/grave em domicílios onde os entrevistados receberam o auxílio.


Nesses lares, a proporção de insegurança alimentar chegou a ser 2,8 vezes superior à média nacional observada daqueles que não solicitaram o benefício. O auxílio acabou em outubro e não será renovado. O governo afirma que em novembro começará os pagamentos do Auxílio Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família.


Desde o início da pandemia, o Instituto Bees of Love tem realizado ações para ajudar famílias em vulnerabilidade social. Mais de cinco mil cestas básicas foram doadas na Campanha Rocinha sem fome. Nas ruas do Rio de Janeiro, nossas “abelhas” distribuíram cerca de 30 mil quentinhas, além de cobertores e kits de higiene.


Ao todo, o Bees of Love já doou mais 77 toneladas de alimentos na pandemia. E o trabalho continua. Junte-se a nós!


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